domingo, 15 de agosto de 2010

Homem - oceano

Foi apertado, pesado, doído.

Talvez o mundo tenha resolvido fazer de minhas costas seu trono

O oceano deve ter achado que cabia a mim segurar-lhe as águas!

Meus pés nem sequer tocavam o chão

Como aguentaria tais coisas em minhas mãos?


Diante de meus olhos apenas a escuridão do barro

Minhas mãos tocavam apenas o nada

E em meus movimentos diminutos somente a incerteza

Não consegui nem ao menos chorar, não imaginei nem mesmo o outro lado.

Por um instante a mais me perdi de mim mesmo.

Eu era o oceano?

Será por isso que era tão apertado?


Um nó foi me dado nas lágrimas e secaram-se os soluços

Gotas salgadas apenas cabem ao mar

Tolice deixá-las escapar de homens-oceano!

Um comentário:

Aline Moschen disse...

Olá! Vim agradecer pelo comentário, que bom que gostou do meu blog!! E você pelo que vejo é poeta, certo? Adorei. Gosto de ler poesias, apesar de não gostar de escrevê-las. Continuarei vindo aqui então admirar-te um pouquinho. Um beijo, e obrigada mais uma vez.